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Instituto holandês divulga pesquisa que expõe a adaptação da força de trabalho

Pesquisa Workmonitor 2026 revela como a força de trabalho enfrenta IA, instabilidade econômica e novas expectativas profissionais em 2026.
Pessoa usando notebook em ambiente de escritório moderno com outras pessoas ao fundo, ambiente de força de trabalho colaborativo e tecnológico.

A força de trabalho global vive um dos momentos mais desafiadores das últimas décadas. É o que revela o Workmonitor 2026, estudo divulgado pela Randstad, que analisou a percepção de mais de 27 mil profissionais e 1.225 empregadores em 35 mercados. 

O levantamento mostra um cenário marcado por contrastes: enquanto 95% dos empregadores acreditam no crescimento de seus negócios em 2026, apenas 51% dos profissionais compartilham desse otimismo, evidenciando uma lacuna de confiança que impacta diretamente a força de trabalho.

Essa diferença de percepção ajuda a explicar por que a força de trabalho está passando por uma “grande adaptação”. Pressões econômicas, avanço acelerado da Inteligência Artificial, mudanças nos modelos de carreira e novas expectativas em relação ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional estão redefinindo a forma como pessoas e empresas se relacionam.

A força de trabalho sob pressão econômica e emocional

O estudo mostra que a força de trabalho sente, de forma direta, os efeitos do aumento do custo de vida e da instabilidade econômica. Quatro em cada dez profissionais afirmam ter assumido um segundo emprego para conseguir arcar com despesas maiores, enquanto 36% aumentaram ou planejam aumentar a carga horária no trabalho atual. Esse movimento revela um cenário de cautela, no qual a força de trabalho busca segurança financeira mesmo à custa de jornadas mais longas.

Esse contexto também influencia a forma como os profissionais enxergam suas carreiras. Cada vez menos pessoas apostam em trajetórias lineares e previsíveis. A força de trabalho passa a diversificar experiências, acumulando diferentes funções e fontes de renda como estratégia de proteção diante das incertezas do mercado.

IA acelera mudanças na força de trabalho

A Inteligência Artificial ocupa papel central na transformação da força de trabalho em 2026. Segundo o levantamento, 63% dos empregadores investiram em IA nos últimos 12 meses, enquanto 59% dos profissionais percebem que o uso da tecnologia vem sendo incentivado nas organizações. Além disso, 69% dos trabalhadores afirmam sentir-se confiantes para utilizar tecnologias mais recentes.

Apesar disso, a relação entre IA e força de trabalho ainda é marcada por expectativas desalinhadas. Quase metade dos profissionais administrativos acredita que a IA beneficia mais as empresas do que os colaboradores. Ao mesmo tempo, as vagas relacionadas a “agentes de IA” cresceram 1.587%, mostrando que a força de trabalho precisará se adaptar rapidamente para manter sua relevância.

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Liderança e confiança como pilares da força de trabalho

Em meio às transformações, a liderança surge como elemento-chave para a estabilidade da adaptação. O estudo indica que 72% dos profissionais afirmam manter uma relação sólida com seus gestores diretos, e 63% dizem sentir-se mais conectados a eles do que à empresa como um todo. Em um cenário de volatilidade, a força de trabalho busca nos gestores segurança, clareza e apoio para navegar pelas mudanças.

Ao mesmo tempo, o levantamento aponta que a confiança na liderança sênior diminuiu levemente, reforçando a necessidade de uma atuação mais próxima e humana. Não basta investir em tecnologia: é fundamental fortalecer vínculos, comunicação e transparência.

Equilíbrio e autonomia redefinem expectativas da força de trabalho

Outro dado relevante mostra que, embora 81% dos profissionais afirmem que a remuneração é o principal fator de atração para um novo emprego, o equilíbrio entre vida pessoal e profissional é o principal motivo para permanecer na organização, citado por 46%. Esse dado reforça que a força de trabalho está redefinindo suas prioridades e expectativas.

A autonomia também ganha destaque. Mesmo com 72% dos empregadores acreditando que a autonomia aumenta engajamento e retenção, 81% ainda não permitem que os colaboradores definam seus próprios horários. Esse descompasso pode se tornar um risco para empresas que desejam atrair e reter talentos em uma força de trabalho cada vez mais exigente.

O que o RH pode aprender com a força de trabalho em 2026

Os dados do Workmonitor 2026 deixam claro que a força de trabalho está em plena transformação. Para acompanhar esse movimento, as áreas de RH precisam revisar estratégias de gestão, desenvolvimento e comunicação. Investir em capacitação, especialmente em IA, fortalecer lideranças intermediárias e criar ambientes mais flexíveis e colaborativos serão fatores decisivos para reduzir a lacuna de confiança identificada no estudo.

A grande adaptação já está em curso e as organizações que entenderem esse movimento sairão na frente em um mercado cada vez mais competitivo.

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Foto de Eduarda Soares

Eduarda Soares

Bacharelanda em Comunicação Social - Audiovisual na UFRN. Atuo nas áreas de Marketing Digital, Cinema e redação focada em SEO.
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