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Apenas 50% das empresas priorizam mulheres no mercado de trabalho

Relatório revela desafios das mulheres no mercado de trabalho, queda no apoio à carreira feminina e impactos diretos para o RH em 2025.
Mulher de cabelos cacheados e vestindo blazer laranja, representando mulheres no mercado de trabalho. trabalha em escritção moderna com computador e plantas ao fundo.

Dados recentes da pesquisa Women in the Workplace 2025 (McKinsey), demonstram que apenas metade das empresas afirmam que o avanço da carreira das mulheres no mercado de trabalho é uma alta prioridade organizacional, evidenciando uma queda no foco específico em gênero quando comparado a outros compromissos corporativos. 

Para o setor de Recursos Humanos, o cenário exige atenção redobrada, já que decisões organizacionais tomadas agora terão impacto direto na formação das lideranças do futuro.

O levantamento analisou mais de 120 empresas e milhões de profissionais, revelando que, apesar de avanços registrados na última década, as mulheres no mercado de trabalho ainda enfrentam barreiras estruturais que limitam seu crescimento profissional, especialmente no início da carreira e nos cargos de liderança.

Mulheres no mercado de trabalho e o “primeiro degrau quebrado”

Um dos principais gargalos identificados está no primeiro movimento de ascensão profissional. Para cada 100 homens promovidos ao cargo de gestor, apenas 93 mulheres alcançam a mesma posição. 

O relatório também aponta que o impacto desse desequilíbrio é ainda mais intenso entre mulheres negras, que seguem sendo as menos promovidas para cargos de gestão, ampliando as desigualdades ao longo da carreira. Esse fenômeno compromete toda a trajetória das mulheres no mercado de trabalho, pois reduz a presença feminina nos níveis que alimentam a liderança executiva.

Além disso, mulheres em cargos iniciais recebem menos apoio de líderes seniores e têm menor acesso a oportunidades estratégicas. Apenas 30% das mulheres em posições de entrada foram promovidas nos últimos dois anos, enquanto entre os homens o percentual chega a 43%. Esse desequilíbrio reforça desigualdades que se acumulam ao longo da carreira.

Outro fator decisivo é o acesso desigual ao patrocínio profissional. Profissionais com patrocinadores têm taxas de promoção muito mais altas, mas as mulheres no mercado de trabalho, especialmente no início da carreira, são as que menos contam com esse tipo de apoio.

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Liderança feminina ainda enfrenta barreiras

Mesmo quando alcançam cargos mais altos, as mulheres no mercado de trabalho continuam enfrentando obstáculos significativos. Apenas 29% das posições de alta liderança são ocupadas por mulheres, percentual que permanece estagnado em relação ao ano anterior.

O estudo também mostra que mulheres em cargos de liderança recebem menos apoio gerencial, menos oportunidades de capacitação e enfrentam níveis mais elevados de esgotamento profissional. Entre líderes mulheres com menos tempo de empresa, os índices de burnout e insegurança em relação ao emprego são especialmente altos.

Essas condições impactam diretamente a ambição profissional. Embora a maioria das mulheres no mercado de trabalho deseje crescer, a falta de suporte consistente reduz a percepção de que a progressão é, de fato, viável.

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Retrocesso em políticas que apoiam mulheres no mercado de trabalho

Outro ponto de atenção é a redução de iniciativas corporativas voltadas ao desenvolvimento feminino. Parte das empresas diminuiu investimentos em programas de carreira, patrocínio formal e modelos de trabalho flexível, práticas historicamente importantes para o avanço das mulheres no mercado de trabalho.

O trabalho remoto, por exemplo, tem impacto desigual. Mulheres que atuam majoritariamente de forma remota apresentam menores taxas de promoção e menor acesso a patrocinadores, enquanto os homens mantêm resultados semelhantes independentemente do modelo de trabalho.

Além disso, apenas cerca de metade das empresas afirma que o avanço das mulheres no mercado de trabalho é uma prioridade estratégica, evidenciando uma lacuna entre o discurso de diversidade e a prática organizacional.

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O papel do RH na reversão desse cenário

Os dados reforçam que o RH tem papel central na construção de ambientes mais justos. Estabelecer critérios claros de promoção, monitorar indicadores de equidade, fortalecer o patrocínio profissional e apoiar lideranças na gestão de pessoas são ações essenciais para ampliar a presença das mulheres no mercado de trabalho em todos os níveis.

Empresas que tratam a equidade de gênero como prioridade organizacional apresentam resultados mais consistentes, maior retenção de talentos e ambientes mais saudáveis.

📣 Compartilhe com sua equipe de RH e lideranças e estimule discussões estratégicas sobre carreira, equidade e desenvolvimento profissional.

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Eduarda Soares

Bacharelanda em Comunicação Social - Audiovisual na UFRN. Atuo nas áreas de Marketing Digital, Cinema e redação focada em SEO.
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