
O Brasil iniciou 2026 com saldo positivo na geração de novos empregos formais. Em janeiro, foram criados 112.334 postos com carteira assinada, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego divulgados com base no Novo Caged. O resultado é fruto de 2.208.030 admissões contra 2.095.696 desligamentos no período, consolidando um cenário de crescimento no mercado formal.
O desempenho reforça a tendência de recuperação observada nos últimos meses e amplia o estoque total de vínculos formais no país, que passou de 47,34 milhões para 48,57 milhões de trabalhadores, crescimento de 2,6% no acumulado de 12 meses. Para profissionais de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, os dados sinalizam oportunidades e desafios na gestão estratégica de novos empregos.
Novos empregos impulsionam indústria e construção
A geração de novos empregos foi puxada principalmente pela Indústria, que liderou com 54.991 postos criados em janeiro. Em seguida aparecem Construção (50.545), Serviços (40.525) e Agropecuária (23.073). O único setor com desempenho negativo foi o Comércio, que registrou saldo de -56.800 vagas, reflexo da sazonalidade típica do período pós-festas.
O saldo positivo em quatro dos cinco grandes grupamentos econômicos demonstra que os novos empregos estão distribuídos em áreas estratégicas para o desenvolvimento econômico. Para o RH, isso representa aumento na demanda por recrutamento técnico, capacitação e integração de equipes.
Além disso, no recorte por tipo de vínculo, 65.252 vagas foram classificadas como vínculos típicos, enquanto 47.082 correspondem a contratos não típicos, como intermitentes, temporários e de aprendizagem, modalidades que exigem atenção redobrada da área trabalhista.
Estados e regiões com mais novos empregos
O avanço dos novos empregos foi observado em 18 das 27 unidades da Federação. Entre os destaques estão:
- Santa Catarina: 19 mil postos
- Mato Grosso: 18.731 vagas
- Rio Grande do Sul: 18.421 vagas
- Paraná: 18.306 vagas
Regionalmente, a Sul liderou a geração de novos empregos, com saldo de 55,7 mil postos. Na sequência aparecem Centro-Oeste (35,4 mil), Sudeste (13,3 mil), Nordeste (6,1 mil) e Norte (1,7 mil).
Entre os estados com desempenho negativo, destacam-se Rio de Janeiro (-13.009 vagas), Alagoas (-2.922) e Ceará (-1.291).
Para lideranças de RH com atuação nacional, o cenário indica necessidade de estratégias regionais diferenciadas, considerando o dinamismo local na criação de novos empregos.
Perfil dos trabalhadores e impacto no RH
A análise por perfil populacional mostra que os homens ocuparam 94,53 mil das vagas geradas, enquanto as mulheres preencheram 17,79 mil postos. Embora ambos os grupos tenham apresentado saldo positivo, a diferença evidencia desafios estruturais relacionados à equidade no acesso aos novos empregos.
Por faixa etária, jovens até 24 anos concentraram praticamente todas as vagas abertas no mês, com 111,80 mil postos. O dado reforça a importância de programas de jovem aprendiz, estágios e capacitação inicial, áreas estratégicas para RH.
Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo lideraram o preenchimento das vagas (69,61 mil), seguidos por aqueles com ensino médio incompleto (12,76 mil). No recorte por raça, pessoas pardas ocuparam a maior parte dos novos empregos (76,56 mil), seguidas por brancas (33,56 mil), pretas (13,21 mil) e indígenas (4,16 mil).
Esses indicadores oferecem insumos valiosos para políticas de diversidade, inclusão e desenvolvimento interno.

Salário médio e cenário econômico
O salário médio real de admissão em janeiro de 2026 foi de R$ 2.389,78, representando aumento de 3,3% em relação a dezembro. Em comparação com janeiro do ano anterior, o crescimento foi de 1,77%. Já o salário médio de desligamento ficou em R$ 2.417,50.
Os números indicam leve valorização nas novas contratações e reforçam a importância de planejamento orçamentário para absorver os novos empregos sem comprometer a sustentabilidade financeira das organizações.
Para o RH, acompanhar o comportamento salarial é essencial na definição de políticas de remuneração competitivas, retenção de talentos e alinhamento às práticas de mercado.
O que os novos empregos sinalizam para 2026
A abertura de 112 mil novos empregos logo no primeiro mês do ano sugere um início positivo para o mercado de trabalho formal. No acumulado de 12 meses, o país já soma mais de 1,22 milhão de postos criados.
Para empresas, o cenário pode representar expansão de equipes, novos projetos e maior demanda por profissionais qualificados. Para o RH, o momento exige planejamento estratégico, revisão de processos seletivos, fortalecimento da marca empregadora e investimento em tecnologia para dar conta do volume de admissões.
Os dados do Novo Caged reforçam que a geração de novos empregos segue como um dos principais termômetros da economia brasileira e um indicador essencial para decisões na gestão de pessoas.
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