
O PIS PASEP ainda é um dos temas que mais geram dúvidas no dia a dia de quem trabalha com gestão de pessoas e demais trabalhadores.
Todos os anos, surgem perguntas sobre quem tem direito ao benefício, como consultar, qual é o calendário de pagamento e como orientar corretamente os colaboradores.
Além disso, mudanças no calendário, ajustes de critérios e consultas digitais aumentam a responsabilidade do RH e DP em fornecer informações claras e atualizadas, evitando retrabalho, ruídos de comunicação e frustrações internas.
Neste conteúdo, você vai entender o que é o PIS, quem tem direito, como consultar pelo CPF, como acompanhar o calendário de pagamento e o que fazer quando há valores esquecidos.
Vamos lá?
1 – O que é PIS e o PASEP?
O PIS/PASEP é um programa de integração social criado para promover a distribuição de renda aos trabalhadores brasileiros.
Na prática, ele está diretamente ligado ao abono salarial, um benefício pago anualmente a trabalhadores que atendem aos critérios definidos por lei.
O programa é dividido em dois grupos:
- PIS (Programa de Integração Social): destinado a trabalhadores da iniciativa privada;
- PASEP (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público): voltado a servidores públicos.
Embora tenham origens diferentes, hoje ambos seguem regras muito semelhantes, especialmente no que diz respeito ao pagamento do abono salarial.

2 – Qual a diferença entre PIS e PASEP?
A principal diferença está no vínculo empregatício e na instituição responsável pelo pagamento.
- PIS é pago pela Caixa Econômica Federal e atende trabalhadores de empresas privadas
- PASEP é pago pelo Banco do Brasil e atende servidores públicos.
Para o RH e DP, essa distinção é importante principalmente no momento de orientar o colaborador sobre onde consultar e como receber o benefício.
3 – Abono salarial PIS/PASEP: como funciona?
O abono salarial funciona como um pagamento anual que pode chegar ao valor de até um salário mínimo, proporcional ao tempo trabalhado no ano-base.
O ano-base é o ano em que o trabalhador exerceu atividade com carteira assinada e teve seus dados corretamente informados pelo empregador ao governo.
Atualmente, o pagamento ocorre dois anos após o ano-base, seguindo o modelo adotado pelo governo nos últimos calendários.
Exemplo prático: no PIS/PASEP 2026, o governo analisa as informações do ano-base 2024. Ou seja, considera quantos meses o trabalhador atuou em 2024 e qual foi a média salarial nesse período para definir se há direito ao benefício e qual será o valor a receber.
O cálculo considera: a quantidade de meses trabalhados no ano-base e o valor do salário mínimo vigente no momento do pagamento. Cada mês trabalhado equivale a 1/12 do salário mínimo.

4 – Quem tem direito ao abono salarial?
Uma das maiores dúvidas recebidas pelo RH é: quem tem direito ao PIS/PASEP?
Tem direito ao abono salarial o trabalhador que atende todos os critérios abaixo:
- Está cadastrado no PIS/PASEP há pelo menos cinco anos;
- Trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias no ano-base;
- Recebeu, em média, até dois salários mínimos por mês no ano-base;
- Teve seus dados corretamente informados pelo empregador na RAIS ou no eSocial.
Se qualquer uma dessas condições não for cumprida, o benefício não é liberado.

5 – Calendário do PIS 2026
O calendário do PIS/PASEP 2026 foi oficialmente aprovado pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) em dezembro de 2025 e já está disponível para consulta.
Segundo o cronograma oficial, os pagamentos do abono salarial PIS/PASEP começam em 15 de fevereiro de 2026 e se estendem até 15 de agosto de 2026.
Além disso, a consulta sobre o direito ao benefício, o valor e o banco responsável pode ser feita a partir de 5 de fevereiro de 2026 por meio de canais oficiais, como o aplicativo Carteira de Trabalho Digital, o portal Emprega Brasil (Gov.br) ou pelo telefone oficial do Ministério do Trabalho.
Abaixo está o cronograma detalhado do calendário 2026 por mês (PIS – mês de nascimento / PASEP – número final de inscrição):
| Mês de Nascimento | Data de pagamento | Último dia para saque |
| Janeiro | 15/02/2026 | 30/12/2026 |
| Fevereiro | 15/03/2026 | 30/12/2026 |
| Março e Abril | 15/04/2026 | 30/12/2026 |
| Maio e Junho | 15/05/2026 | 30/12/2026 |
| Julho e Agosto | 15/06/2026 | 30/12/2026 |
| Setembro e Outubro | 15/07/2026 | 30/12/2026 |
| Novembro e Dezembro | 15/08/2026 | 30/12/2026 |
6 – Como consultar o PIS/PASEP?
A consulta ao PIS/PASEP pode ser feita de forma simples e digital, sem necessidade de ir presencialmente a uma agência na maioria dos casos.
As principais formas de consulta são:
- Aplicativo Carteira de Trabalho Digital;
- Aplicativo Caixa Trabalhador;
- Portal Gov.br;
- Atendimento da Caixa Econômica Federal ou Banco do Brasil.
Esses canais permitem verificar se há direito ao abono, valor disponível e data de pagamento.

7 – Como consultar o número do PIS/PASEP?
Outra dúvida comum é sobre o número do PIS/PASEP, especialmente de trabalhadores mais antigos.
O número pode ser consultado:
- Na Carteira de Trabalho Digital;
- No aplicativo FGTS;
- No portal Gov.br;
- Em holerites antigos;
- No extrato do FGTS.
Ter esse número em mãos é importante para consultas mais detalhadas e atendimentos bancários.
É possível consultar pelo CPF?
Sim. Hoje é possível consultar o PIS/PASEP pelo CPF, principalmente pelos aplicativos oficiais do governo.
Ao acessar o aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou o Gov PIS/PASEP, o trabalhador consegue visualizar:
- Número do PIS/PASEP;
- Situação do benefício;
- Valor disponível;
- Calendário de pagamento.
Isso facilita bastante a vida do colaborador e reduz a sobrecarga do RH com consultas manuais.

8 – Como saber se tenho direito?
Para saber se tem direito ao benefício, o trabalhador deve verificar:
- Se atende aos critérios legais;
- Se os dados foram corretamente enviados pelo empregador;
- Se há liberação no calendário vigente.
O RH pode apoiar conferindo informações cadastrais, principalmente quando há divergências de dados no eSocial.
9 – Como saber se tem dinheiro esquecido no PIS/PASEP?
Muitos trabalhadores se perguntam se existe dinheiro esquecido no PIS/PASEP, principalmente valores antigos.
É possível verificar isso por meio do portal Gov.br, do aplicativo FGTS e do atendimento da Caixa ou Banco do Brasil.
Valores não sacados dentro do prazo podem ficar disponíveis por tempo limitado, por isso a orientação correta faz diferença.
10 – Qual o papel do RH nesse processo?
Embora a consulta seja individual, o RH tem papel estratégico ao:
- Orientar corretamente os colaboradores;
- Garantir o envio correto das informações ao governo;
- Ajudar na resolução de inconsistências cadastrais;
- Reduzir dúvidas repetidas e retrabalho.
Processos bem organizados evitam desgastes internos e fortalecem a confiança do time.
11 – PIS/PASEP 2026: o que muda para empresas e colaboradores?
Em 2026 segue a tendência de digitalização, integração com sistemas governamentais e maior controle sobre dados enviados.
Para o RH, isso significa mais responsabilidade na qualidade das informações, menos espaço para correções tardias e maior impacto de erros cadastrais.
Por isso, a gestão integrada de dados de admissão, folha e eventos trabalhistas se torna cada vez mais importante.
12 – Perguntas frequentes sobre PIS/PASEP
Quem não tem direito ao PIS/PASEP?
Trabalhadores que recebem acima de dois salários mínimos, não completaram 30 dias trabalhados no ano-base ou não tiveram dados informados corretamente.
Estagiário tem direito ao PIS/PASEP?
Não. Estagiários não possuem vínculo empregatício regido pela CLT.
Trabalhador doméstico recebe PIS/PASEP?
Não. O benefício é exclusivo para trabalhadores com vínculo formal em empresas privadas ou no setor público.
Autônomo ou MEI tem direito ao PIS/PASEP?
Não. O benefício é destinado apenas a trabalhadores com carteira assinada.
Concluindo
O PIS/PASEP continua sendo um tema sensível e recorrente dentro das empresas, mas quando o RH domina as regras, os prazos e as formas de consulta, o resultado é menos retrabalho, menos ruído interno e colaboradores mais seguros.
Manter dados organizados, orientar corretamente e contar com sistemas que centralizam informações trabalhistas faz toda a diferença na rotina do Departamento Pessoal.
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