
O abono salarial começa a ser pago a partir de 15 de fevereiro, iniciando pelos trabalhadores nascidos em janeiro, e deve alcançar 26,9 milhões de pessoas em 2026. O benefício, que pode chegar ao valor de um salário mínimo, movimentará R$ 33,5 bilhões neste ano e traz mudanças importantes nas regras de acesso, o que exige atenção redobrada de profissionais de Departamento Pessoal.
Para quem atua na gestão de pessoas, o abono salarial segue como um dos temas mais relevantes do calendário trabalhista, tanto pelo impacto financeiro aos colaboradores quanto pela responsabilidade das empresas na correta prestação das informações ao governo.
Quem tem direito ao abono salarial em 2026
Têm direito ao abono salarial os trabalhadores da iniciativa privada e do serviço público que estejam vinculados a empregadores contribuintes do PIS/Pasep há pelo menos cinco anos. Além disso, é necessário ter exercido atividade remunerada por, no mínimo, 30 dias no ano-base e ter recebido, em 2024, remuneração média mensal de até R$ 2.766,00.
Esse limite de renda considera a soma de dois salários mínimos de 2023, corrigida pela variação acumulada do INPC de 2024, que foi de 4,77%. Outro ponto essencial é que as informações do vínculo empregatício precisam estar corretamente declaradas pelo empregador no eSocial dentro do prazo legal.
Novas regras do abono salarial e impactos no RH
A partir deste ano, passam a valer as novas regras do abono salarial, previstas na Emenda Constitucional nº 135, de 2024. A principal mudança está na redução gradual do limite de renda para acesso ao benefício, que será ajustado ano a ano até atingir o patamar de um salário mínimo e meio em 2035.
Apesar da alteração nos critérios de elegibilidade, o valor do abono salarial não sofreu redução. O benefício continua sendo calculado de forma proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base, podendo chegar a até um salário mínimo para quem trabalhou os 12 meses completos.
Para o RH, isso reforça a importância de orientar os colaboradores sobre possíveis mudanças no direito ao benefício nos próximos anos e garantir que todos os dados estejam corretamente informados.
LEIA MAIS: Abono salarial 2026: confira calendário de pagamento
Calendário de pagamento do abono salarial
O pagamento do abono salarial segue um cronograma escalonado conforme o mês de nascimento do trabalhador. Confira as datas:
- Janeiro: 15 de fevereiro
- Fevereiro: 15 de março
- Março e abril: 15 de abril
- Maio e junho: 15 de maio
- Julho e agosto: 15 de junho
- Setembro e outubro: 15 de julho
- Novembro e dezembro: 15 de agosto
Os valores ficarão disponíveis para saque até o último dia útil do calendário bancário de 2026, em 29 de dezembro.

Valores do abono salarial por meses trabalhados
O valor do abono salarial varia conforme o tempo de trabalho no ano-base. O cálculo corresponde a 1/12 do salário mínimo vigente para cada mês trabalhado. Quem atuou durante todo o ano recebe o valor integral, enquanto períodos menores resultam em pagamento proporcional.
Essa regra reforça a necessidade de registros corretos de admissão, desligamento e afastamentos, pontos críticos para a rotina do Departamento Pessoal.
Onde consultar e receber o abono salarial
A partir de 5 de fevereiro, os trabalhadores podem consultar se têm direito ao abono salarial por meio do aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou pelo Portal Gov.br. Também é possível obter informações pelo telefone 158, do Ministério do Trabalho e Emprego.
O pagamento do PIS é realizado pela Caixa Econômica Federal, enquanto o Pasep é pago pelo Banco do Brasil, seguindo os canais oficiais de cada instituição.
LEIA MAIS: Seguro-Desemprego: quem tem direito e como solicitar
O papel estratégico do DP no abono salarial
O abono salarial é uma responsabilidade direta do Departamento Pessoal e depende, sobretudo, da qualidade das informações enviadas ao governo. Registros corretos de vínculos, remuneração, datas de admissão e desligamento, além do cumprimento rigoroso dos prazos do eSocial, são determinantes para que o trabalhador tenha acesso ao benefício sem inconsistências.
Em 2026, com novas regras em vigor e a redução gradual do limite de renda para elegibilidade, o papel do DP se torna ainda mais estratégico. A atenção aos critérios atualizados, ao calendário de pagamentos e à conferência dos dados declarados evita retrabalho, chamados internos e prejuízos aos colaboradores.
Compartilhe esta notícia com sua equipe de Departamento Pessoal e gestores para garantir informações corretas, evitar erros no eSocial e apoiar seus profissionais no acesso ao benefício.







