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Estudo de instituto indica até 30% mais produtividade coletiva com IA

A Inteligência Artificial acelera a transição da produtividade individual para a produtividade coletiva, redefinindo competências, liderança e gestão de pessoas nas empresas.
Três amigos happy usando laptop em ambiente moderno, celebrando amizade, produtividade coletiva e conexão digital, em uma cena vibrante e acolhedora.

O relatório “The Skills Mismatch Economy: Insights from the Wharton–Accenture Skills Index (WAsX)”, mostra que a economia do trabalho vive um desalinhamento estrutural entre o que os profissionais oferecem e o que as empresas realmente remuneram. À medida que a IA assume tarefas padronizadas, cresce a importância de competências ligadas a produtividade coletiva, julgamento, coordenação, responsabilidade e execução no mundo real, fatores que dependem menos do indivíduo isolado e mais da atuação integrada dos times.

A Inteligência Artificial deixa de ser apenas uma ferramenta de automação e passa a ocupar o papel de infraestrutura do trabalho. Com isso, o debate sobre o futuro do emprego se afasta da ideia de substituição de pessoas por máquinas e se concentra na redistribuição de valor econômico dentro das organizações. 

Esse movimento altera quais habilidades são valorizadas, como o trabalho é organizado e, principalmente, por que a produtividade coletiva passa a ganhar protagonismo frente ao desempenho individual.

Economia de habilidades e o impacto na produtividade coletiva

De acordo com o relatório The Skills Mismatch Economy, da Wharton School em parceria com a Accenture, “as habilidades mais frequentemente destacadas nos currículos são justamente as mais superofertadas, enquanto competências técnicas profundas, gestão operacional e conformidade regulatória permanecem em escassez e exercem maior impacto econômico”. Esse cenário acelera a transição de um mercado baseado em cargos para um modelo orientado a habilidades concretas, no qual o valor é gerado pela combinação entre pessoas, tecnologia e processos. 

Nesse contexto, a produtividade coletiva surge como resposta ao desalinhamento. Como destaca o Microsoft New Future of Work Report 2025, “o próximo salto de produtividade não virá do desempenho individual isolado, mas da capacidade de equipes e organizações trabalharem melhor juntas com a IA integrada aos fluxos de trabalho”. Assim, produzir mais deixa de ser o foco principal, dando lugar à necessidade de produzir melhor em conjunto, por meio de decisões coordenadas e compartilhamento de conhecimento.

Da performance individual à produtividade coletiva nas empresas

Os relatórios apontam que os primeiros ganhos da IA estiveram concentrados na eficiência individual. Agora, o próximo salto está na produtividade coletiva, entendida como a capacidade de equipes e organizações colaborarem de forma mais inteligente com apoio da tecnologia.

A adoção da IA, no entanto, depende diretamente do ambiente organizacional. Experiências mostram que iniciativas impostas de forma vertical, sem participação dos trabalhadores, enfrentam resistência e baixo engajamento. Em contrapartida, empresas que estimulam experimentação, aprendizado compartilhado e autonomia para adaptação das ferramentas registram maior adesão e ganhos reais de produtividade coletiva.

Quando a IA é tratada como infraestrutura colaborativa, e não como mecanismo de controle, ela potencializa a coordenação entre áreas, reduz retrabalho e melhora a qualidade das entregas. O resultado é um desempenho que não depende apenas de talentos individuais, mas da inteligência do sistema organizacional como um todo.

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Human Performance Reset e novas métricas de produtividade coletiva

A discussão sobre produtividade coletiva também se conecta a uma redefinição mais ampla do desempenho humano. Tendências para 2026 indicam que métricas tradicionais, focadas apenas em volume de tarefas, perdem espaço para indicadores mais holísticos, que combinam desempenho, bem-estar e significado do trabalho.

Nesse novo cenário, soft skills deixam de ser vistas como atributos individuais e passam a ser tratadas como capacidades organizacionais. Colaboração, confiança e clareza de objetivos tornam-se ativos estratégicos, diretamente ligados à produtividade coletiva. O foco se desloca do “quanto cada um produz” para “como o time funciona junto”.

Outro ponto central é o redesenho das carreiras e dos ambientes de trabalho para sustentar energia cognitiva, foco e adaptação contínua. A integração entre neurociência, ergonomia e gestão do desempenho reforça que cuidar das pessoas não é periférico, mas parte essencial da estratégia de resultados.

Liderança como alavanca da produtividade coletiva

A liderança exerce papel decisivo na consolidação da produtividade coletiva. Líderes eficazes alinham prioridades, estimulam a colaboração entre áreas e valorizam contribuições que fortalecem o time, e não apenas entregas individuais. Além disso, promovem métricas que equilibram desempenho pessoal e metas coletivas, criando uma cultura de responsabilidade compartilhada.

Equipes com alta coesão podem alcançar até 30% mais resultados quando comparadas a grupos focados apenas em metas individuais. Ambientes colaborativos também apresentam menor estresse, menor turnover e maior engajamento, reforçando o impacto positivo da produtividade coletiva no clima organizacional.

O novo indicador de sucesso nas empresas

A produtividade coletiva não elimina a relevância do desempenho individual, mas redefine sua função dentro das organizações. Em um cenário mediado por IA, o valor emerge da integração entre pessoas, tecnologia e objetivos compartilhados. 

Empresas que compreendem essa mudança deixam de premiar apenas a execução isolada e passam a investir em colaboração, liderança e desenho inteligente do trabalho.

👉 Compartilhe este conteúdo com sua equipe de RH e liderança e estimule a reflexão sobre como fortalecer a produtividade coletiva na sua organização.

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Eduarda Soares

Bacharelanda em Comunicação Social - Audiovisual na UFRN. Atuo nas áreas de Marketing Digital, Cinema e redação focada em SEO.
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