
O cronograma do IR 2026 já entrou na fase mais estratégica para trabalhadores e profissionais de RH. Empresas, bancos e corretoras têm até 28 de fevereiro de 2026 para disponibilizar os informes de rendimentos referentes ao ano-base de 2025. A organização antecipada dos documentos não é apenas uma formalidade: ela pode definir quem entrega a declaração logo na abertura do sistema e quem garante prioridade nos primeiros lotes de restituição.
Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. Para o RH, o momento também exige atenção redobrada na emissão correta dos informes de rendimentos, já que inconsistências podem levar colaboradores à malha fina.
IR 2026: novas regras e faixa de isenção ampliada
Entre as principais mudanças do IR 2026 está a nova faixa de isenção mensal para quem recebe até R$ 5 mil. A alteração impacta diretamente o desconto na fonte ao longo do ano, mas a obrigatoriedade de entrega da declaração anual segue critérios baseados no acumulado de rendimentos de 2025.
Devem declarar o IR 2026 quem se enquadrar em pelo menos uma das situações abaixo:
- Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 60 mil no ano;
- Possuía patrimônio superior a R$ 800 mil em 31/12/2025;
- Obteve ganhos líquidos em bolsa ou venda de ativos acima de R$ 40 mil;
- Registrou receita bruta de atividade rural superior a R$ 153.358,83.
Mesmo com a ampliação da isenção na fonte, é fundamental compreender que o IR 2026 considera o conjunto das movimentações financeiras do ano-base. O cruzamento de dados é automático e feito por meio de sistemas eletrônicos que integram informes bancários, investimentos e rendimentos informados pelas empresas.
7 documentos essenciais para o IR 2026
A organização prévia é o principal diferencial para evitar erros no IR 2026. Confira o checklist com os documentos indispensáveis:
- Informes de Rendimentos do RH – Documento com salários, férias, 13º, bônus e descontos de INSS e IR.
- Extratos bancários – Saldo exato de todas as contas em 31/12/2025.
- Informes de investimentos – Notas de corretagem, extratos de custódia e saldo de aplicações como ações, FIIs e Tesouro Direto.
- Extrato do Meu INSS – Para aposentados e pensionistas.
- Dados de imóveis – Número da inscrição municipal constante no IPTU.
- Dados de veículos – Renavam e informações sobre financiamento.
- Relatórios de criptoativos – Saldos em exchanges nacionais e internacionais.
No IR 2026, qualquer divergência de centavos entre o saldo declarado e os informes pela instituição financeira pode gerar retenção para análise. Por isso, a conferência detalhada dos valores é essencial.
Deduções permitidas no IR 2026
Para quem opta pelo modelo completo, as deduções continuam sendo uma estratégia relevante no IR 2026. Entre as principais estão:
- Despesas médicas: sem limite de valor, desde que comprovadas com recibo contendo CPF ou CNPJ do profissional ou clínica.
- Educação: limite anual por dependente conforme definido pela Receita.
- Pensão alimentícia judicial: valores determinados por decisão judicial.
É importante destacar que comprovantes de pagamento via Pix não substituem nota fiscal ou recibo detalhado. O IR 2026 exige documentação formal para validação das deduções.

Consequências do atraso no IR 2026
Perder o prazo do IR 2026 pode gerar impactos financeiros e cadastrais significativos para o contribuinte. Além da multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido o CPF, pode ficar com o status de “Pendente de Regularização”.
Essa situação vai além de uma simples pendência fiscal: ela pode dificultar a contratação de empréstimos, impedir a renovação de passaporte, criar barreiras para participação em concursos públicos e até restringir determinadas movimentações bancárias.
No contexto corporativo, as áreas de RH têm papel relevante nesse processo, pois ao orientar colaboradores sobre prazos e regras do IR 2026, contribuem para reduzir dúvidas internas, evitar transtornos individuais e fortalecer a atuação estratégica do setor na promoção da educação financeira dentro das organizações.
Como antecipar a restituição no IR 2026
Quem deseja receber a restituição nos primeiros lotes do IR 2026 deve considerar três fatores principais:
- Entrega antecipada: quanto antes transmitir, maior a chance de entrar nos primeiros lotes.
- Declaração pré-preenchida: reduz erros e aumenta a agilidade no processamento.
- Opção por restituição via Pix (chave CPF): modalidade que costuma integrar grupos prioritários.
O planejamento é determinante. Organizar os documentos até 28 de fevereiro permite revisar dados com calma e evitar inconsistências que atrasem a restituição do IR 2026.
Atenção do RH às novas exigências
No contexto corporativo, o IR 2026 também exige precisão na emissão dos informes de rendimentos. Informações incorretas podem gerar retrabalho, questionamentos internos e até responsabilização por falhas formais.
Além disso, com a ampliação da faixa de isenção, muitos colaboradores terão dúvidas sobre retenção mensal, obrigatoriedade de declaração e impacto no salário líquido. Antecipar comunicados internos e disponibilizar orientações claras pode fortalecer a atuação estratégica do RH.
O IR 2026 traz mudanças relevantes, novo limite de isenção e prazos que exigem atenção imediata. A organização até 28 de fevereiro é decisiva para evitar multa, malha fina e atrasos na restituição.
Para o RH, o momento é de reforçar a comunicação interna e garantir que todos tenham acesso às informações corretas.
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