
Dados do Novo Caged mostram que o país registrou saldo positivo de 1.279.498 de empregos formais, impulsionado principalmente pelo setor de serviços e pelo desempenho positivo em todas as Unidades da Federação. O avanço reforça a retomada do emprego formal e traz reflexões importantes para profissionais de Recursos Humanos e Departamento Pessoal.
Ao longo do ano, o estoque de vínculos celetistas atingiu 48,4 milhões, representando um crescimento de 2,71% em relação a 2024. O resultado considera mais de 26,5 milhões de admissões e cerca de 25,3 milhões de desligamentos no período. Mesmo com oscilações sazonais, os empregos formais mantiveram trajetória positiva no acumulado do ano.
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Empregos formais crescem em todas as regiões do país
O avanço dos empregos formais foi observado nas cinco regiões brasileiras. O Sudeste liderou em números absolutos, com saldo superior a 504,97 mil vagas (+2,10%), seguido pelo Nordeste, que apresentou crescimento proporcional relevante, com 347,94 mil novos empregos formais (+4,38%). As regiões Sul, Centro-Oeste e Norte também registraram desempenho positivo, com saldo de 186,12 mil vagas no Sul (+2,16%), 149,53 mil no Centro-Oeste (+3,56%) e 90,61 mil no Norte (+3,81%), evidenciando uma expansão mais distribuída do mercado de trabalho formal.
Entre os estados, São Paulo concentrou o maior número de novos empregos formais, com mais de 311.228 vagas criadas em 2025 (+2,17%). Rio de Janeiro e Bahia aparecem na sequência, ambos com crescimento consistente, com 100.920 postos no Rio de Janeiro (+2,60%) e 94.380 empregos formais na Bahia (+4,41%). Já as maiores taxas proporcionais de crescimento foram observadas em estados como Amapá (+8,41%), Paraíba (+6,03%) e Piauí (+5,81%), indicando fortalecimento do emprego formal também fora dos grandes centros econômicos.
Serviços lideram geração de empregos formais em 2025
O setor de Serviços foi o principal motor da geração de empregos formais no país, respondendo por mais de 758 mil novas vagas ao longo do ano. Dentro do segmento, áreas como informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas tiveram papel de destaque. Educação, saúde, serviços sociais e administração pública também contribuíram significativamente para o resultado.
O Comércio ocupou a segunda posição, com saldo positivo superior a 247 mil vagas, refletindo a recuperação do consumo e a ampliação das atividades comerciais. A Indústria registrou mais de 144 mil empregos formais, com destaque para a fabricação de produtos alimentícios e para a manutenção e instalação de máquinas e equipamentos.
A Construção Civil também apresentou crescimento relevante, com quase 88 mil vagas criadas, enquanto a Agropecuária manteve trajetória positiva, encerrando o ano com saldo superior a 41 mil empregos formais.

Dezembro registra retração, mas não compromete o resultado anual
Apesar do desempenho positivo no acumulado do ano, dezembro apresentou saldo negativo de 618 mil vagas, movimento considerado tradicional no mercado de trabalho formal. A retração ocorre, em geral, após o encerramento de contratos temporários e ajustes típicos do fim do ano.
No último mês de 2025, todos os grandes setores econômicos registraram queda no número de empregos formais, com maior impacto no setor de Serviços. Estados como São Paulo, Minas Gerais e Paraná concentraram as maiores perdas no período. Ainda assim, o resultado não comprometeu o saldo positivo do ano.
Salário médio de admissão mostra leve variação
O salário médio real de admissão em dezembro de 2025 ficou em R$ 2.303,78, apresentando leve recuo em relação ao mês anterior. Na comparação anual, no entanto, houve crescimento real de 2,55%, indicando valorização gradual dos rendimentos no mercado de empregos formais.
Para profissionais de RH e DP, os dados reforçam a importância do planejamento de contratações, do acompanhamento de indicadores trabalhistas e da gestão estratégica de pessoas diante de um cenário de crescimento do emprego formal no país.
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