Formulário 2 Etapas

Qualificação coletiva cresce em 12% das negociações em 2024

Qualificação coletiva ganha espaço nas negociações trabalhistas e já aparece em 12% dos acordos registrados em 2024, ampliando acesso à formação profissional.
Grupo de profissionais de tecnologia colaborando em um escritório, discutindo um projeto sobre qualificação coletiva de maneira entusiasmada e engajada.

Dados recentes do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) mostram que cláusulas voltadas à qualificação profissional passaram a integrar uma parcela significativa dos acordos e convenções coletivas, consolidando a negociação coletiva como ferramenta estratégica para o desenvolvimento de trabalhadores e empresas.

O tema é o foco do Boletim Boas Práticas em Negociações Coletivas, divulgado pelo MTE, que reúne 20 exemplos de cláusulas registradas no Sistema Mediador ao longo de 2024. Os instrumentos analisados abrangem diferentes setores econômicos e regiões do país, evidenciando que a qualificação coletiva deixou de ser uma pauta pontual para se tornar parte estruturante das relações de trabalho.

Qualificação coletiva aparece em 12% dos acordos registrados

Segundo o levantamento, cerca de 12% das negociações coletivas registradas em 2024 incluíram cláusulas relacionadas à qualificação coletiva e à formação profissional. A maioria desses instrumentos estabelece compromissos diretos dos empregadores na promoção ou no apoio à capacitação dos trabalhadores, seja por meio de cursos internos, parcerias educacionais ou incentivos financeiros.

Em um cenário de automação crescente, digitalização de processos e uso intensivo de novas tecnologias, a qualificação coletiva surge como resposta prática à necessidade de requalificação da força de trabalho. As cláusulas analisadas tratam não apenas da oferta de treinamentos, mas também da adaptação dos profissionais às mudanças organizacionais e tecnológicas que impactam as rotinas produtivas.

Negociação coletiva amplia acesso à formação profissional

A legislação trabalhista brasileira ainda apresenta limitações quando o assunto é estímulo direto à qualificação profissional. Nesse contexto, a negociação coletiva assume papel central ao criar garantias que ampliam o acesso dos trabalhadores à educação continuada, à atualização técnica e ao desenvolvimento de novas competências.

Entre as boas práticas mapeadas pelo MTE estão cláusulas que permitem a inclusão do tempo dedicado à qualificação coletiva na jornada de trabalho, a concessão de liberação remunerada para participação em cursos, seminários e congressos, além do custeio total ou parcial de despesas com formação profissional. Esses mecanismos reduzem barreiras financeiras e operacionais que, historicamente, dificultam o acesso à capacitação.

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Cláusulas fortalecem requalificação diante das mudanças tecnológicas

Outro ponto de destaque do boletim é o foco na requalificação profissional diante das transformações tecnológicas. Diversos instrumentos coletivos preveem treinamentos obrigatórios para o uso de novas ferramentas, adaptação a equipamentos modernos e atualização constante das competências técnicas exigidas pelas funções.

A qualificação coletiva, nesse sentido, atua como fator de proteção social, ao preparar os trabalhadores para mudanças estruturais no mercado de trabalho e reduzir os riscos de obsolescência profissional. Ao mesmo tempo, contribui para o aumento da produtividade, da eficiência operacional e da competitividade das empresas.

Exemplos práticos de qualificação coletiva nos acordos

O boletim destaca iniciativas como programas estruturados de capacitação e desenvolvimento profissional, políticas de atualização escolar, reembolso de despesas com cursos, manutenção de bibliotecas técnicas nos locais de trabalho e concessão de licenças remuneradas para participação em atividades formativas promovidas por sindicatos ou instituições especializadas.

Essas práticas demonstram que a qualificação coletiva pode ser implementada de forma flexível, respeitando as especificidades de cada categoria profissional, sem comprometer a continuidade dos serviços ou a organização do trabalho.

Impactos para RH e DP

Para profissionais de Recursos Humanos e Departamento Pessoal, o avanço da qualificação coletiva nas negociações trabalhistas exige atenção redobrada. A inclusão dessas cláusulas impacta diretamente a gestão de jornada, folha de pagamento, políticas internas de treinamento e planejamento de pessoas.

Além disso, acompanhar as tendências da negociação coletiva permite ao RH atuar de forma mais estratégica, antecipando demandas por capacitação, apoiando lideranças e contribuindo para ambientes de trabalho mais preparados para as transformações do futuro.

A consolidação da qualificação coletiva reforça a negociação coletiva como instrumento essencial para equilibrar interesses, promover desenvolvimento profissional e construir relações de trabalho mais sustentáveis e alinhadas às novas exigências do mercado.

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Eduarda Soares

Bacharelanda em Comunicação Social - Audiovisual na UFRN. Atuo nas áreas de Marketing Digital, Cinema e redação focada em SEO.
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