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IA deve transformar negócios de 86% das empresas até 2030

Fórum Econômico Mundial aponta que 86% das empresas esperam impacto da IA até 2030. Veja os setores mais expostos e o que muda para o RH no Brasil.
Profissional em escritório moderno apresenta gráficos e telas com dados, usando elementos visuais de IA em um painel tecnológico ao lado de uma equipe reunida em uma sala de trabalho.

Relatório do Fórum Econômico Mundial mostra que serviços financeiros, eletrônicos e tecnologia da informação lideram a exposição à inteligência artificial e que a qualificação é uma das principais barreiras das empresas brasileiras.

Para 2030, o mercado de trabalho já tem uma data marcada. É nesse ano que 86% dos empregadores ouvidos pelo Fórum Econômico Mundial esperam que a inteligência artificial (IA) e as tecnologias de processamento de informação transformem seus negócios. O dado faz parte do Future of Jobs Report 2025, elaborado a partir de respostas de mais de 1.000 empresas, que juntas representam mais de 14 milhões de trabalhadores em 55 economias.

O número, porém, exige uma leitura cuidadosa. A previsão não significa que 86% das empresas vão substituir funcionários por máquinas: o levantamento mede a expectativa de transformação dos negócios. Na prática, isso pode envolver automação de tarefas, criação de novas funções, uso de ferramentas de IA e mudanças nas competências necessárias para executar atividades que já existem.

Quais setores estão mais expostos à IA

A exposição varia bastante entre os segmentos. No cenário global, os serviços financeiros aparecem no topo, com 97% dos empregadores esperando impacto da tecnologia, seguidos pelo setor de eletrônicos, com 95%. Tecnologia da informação e serviços também estão entre os mais avançados: 99% das empresas da área esperam que IA e processamento de informação transformem suas operações até 2030.

Outros setores avançam em ritmos diferentes. Energia, tecnologia e serviços públicos registram expectativa menor, de 72%, enquanto governo e setor público chegam a 76%. O tamanho da empresa também pesa: entre as companhias com mais de 50 mil funcionários, apenas 6% esperam baixa exposição à IA até 2030, proporção que sobe para 16% entre as que têm menos de mil empregados.

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O cenário da IA no Brasil

O quadro brasileiro acompanha a tendência global, mas tem características próprias. O relatório aponta as lacunas de qualificação como uma das principais barreiras à transformação das empresas no país. Ao mesmo tempo, quase nove em cada dez companhias brasileiras consultadas planejam investir na qualificação de seus funcionários nos próximos cinco anos.

Entre as habilidades que devem ganhar importância estão IA e big data, pensamento criativo e alfabetização tecnológica. Empatia, escuta ativa, resiliência, flexibilidade e curiosidade também aparecem entre as competências valorizadas. A mudança deve alcançar os próprios cargos: no Brasil, o relatório indica crescimento esperado para especialistas em transformação digital, profissionais de IA e aprendizado de máquina e especialistas em cadeia de suprimentos e logística.

Requalificação para a era da IA

O Fórum Econômico Mundial estima que 77% dos empregadores pesquisados pretendem investir em qualificação e requalificação para preparar suas equipes para trabalhar com IA. O relatório mostra ainda que as empresas continuam valorizando capacidades que dependem de julgamento humano, como pensamento analítico, criatividade, liderança e adaptação.

Isso indica que aprender a operar uma ferramenta específica é apenas o começo. Uma estratégia possível é observar as tarefas da rotina e identificar quais podem ser automatizadas ou aprimoradas com IA, aprendendo depois as ferramentas relacionadas à área de atuação e, principalmente, como conferir os resultados que elas produzem.

O que a IA significa para o RH

Para as áreas de RH e DP, os dados reforçam que a chegada da IA é também uma pauta de gestão de pessoas. Mapear quais funções e tarefas serão mais afetadas, definir trilhas de requalificação e reconhecer competências humanas como liderança e adaptação tendem a ser passos centrais para conduzir essa transição. Empresas que antecipam esse planejamento reduzem o risco de chegar a 2030 com equipes despreparadas e lacunas de qualificação ainda abertas.

O movimento também pode intensificar a disputa por profissionais com competências em IA, big data e alfabetização tecnológica, o que pressiona as políticas de atração, retenção e desenvolvimento de talentos.

Foto de Cinara Medeiros

Cinara Medeiros

Bacharelanda em Comunicação Social - Publicidade & Propaganda. Atua nas áreas de Marketing Digital e redação focada em SEO.
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