
O salário mínimo 2026 já está definido pelo governo federal e é um dos principais indicadores que RH e Departamento Pessoal precisam monitorar no planejamento de custos, folha salarial e benefícios.
A cada ano o novo valor influencia não apenas a remuneração base, mas também o cálculo do INSS, seguro-desemprego, abono salarial e demais vínculos trabalhistas e previdenciários.
Segundo definição oficial, o novo piso salarial será de R$1.621,00 por mês a partir de 1º de janeiro de 2026, com pagamento refletido já nas folhas de fevereiro.
Continue a leitura para entender impactos e mudanças.
1 – Salário mínimo em 2026 e quando começou a valer
O salário mínimo 2026 foi confirmado pelo Ministério do Planejamento em R$1.621,00. Esse valor representa um reajuste de aproximadamente 6,7% em relação aos R$1.518,00 vigentes em 2025.
Esse novo piso entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, mas na prática os pagamentos são efetuados conforme o calendário de cada empresa ou órgão; geralmente no mês seguinte.
Essa atualização é fruto da regra que combina a inflação medida e um pequeno ganho real, limitada pela política fiscal vigente.

2 – Aumento para quem ganha mais de um salário mínimo 2026
Profissionais que recebem acima de um salário mínimo não têm seu salário automaticamente reajustado pelo novo piso.
No entanto, custos adicionais podem ocorrer em benefícios vinculados ao piso (como adicionais de periculosidade calculados sobre o salário mínimo).
Com isso, o RH precisa revisar faixas salariais, planos de carreira e tabelas de benefícios para evitar inconsistências em contratações e pagamentos.

3 – Impactos práticos no DP e gestão de pessoas
O reajuste do salário mínimo influencia diretamente o custo de folha e projeções de despesas para o próximo exercício.
Profissionais de DP precisam atualizar sistematicamente cálculos de INSS, férias, 13º salário, rescisões e encargos sociais com o novo piso vigente.
Benefícios como abono salarial, seguro-desemprego, BPC e salários-família também têm valores ajustados com base no mínimo nacional. Isso exige atualização de políticas internas de benefícios e comunicação clara com colaboradores.
4 – Boas-práticas para RH e DP com a mudança do salário mínimo
É muito importante que a gestão de pessoas foque em:
- Atualizar sistemas de folha antes do primeiro pagamento de 2026;
- Revisar políticas de benefícios, considerando o impacto nos subsídios e encargos;
- Planejar orçamento de mão de obra com novas projeções de custo anual;
- Comunicar aos colaboradores e gestores, explicando como o reajuste afeta salários e benefícios.
Vale lembrar que o salário mínimo não impacta apenas quem recebe exatamente o piso nacional. Ele funciona como referência legal para diversos benefícios sociais, previdenciários e trabalhistas.
Por isso, quando o valor é reajustado, uma cadeia inteira de pagamentos e cálculos também muda.

5 – Benefícios do INSS vinculados ao salário mínimo
Alguns benefícios pagos pelo INSS têm como regra básica o pagamento de no mínimo um salário mínimo vigente.
Com o novo valor do salário mínimo 2026, esses benefícios passam automaticamente a respeitar o piso de R$1.621, sem necessidade de solicitação por parte do beneficiário.
Entre eles estão:
- Aposentadoria por idade ou tempo de contribuição no valor mínimo;
- Aposentadoria por invalidez no piso;
- Auxílio por incapacidade temporária quando calculado no mínimo legal;
- Pensão por morte no valor mínimo;
- Auxílio-reclusão.
Para o RH, isso significa mais clareza na orientação a colaboradores afastados ou em transição de benefícios, especialmente em casos de afastamento previdenciário.
Benefício de Prestação Continuada (BPC)
O BPC é um benefício assistencial pago a idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda.
Ele é pago no valor de um salário mínimo, sem 13º salário e sem exigência de contribuição prévia ao INSS.
Com o salário mínimo 2026, o valor mensal do BPC também passa a ser atualizado automaticamente. Isso costuma gerar dúvidas entre colaboradores que têm familiares beneficiários, e o RH acaba sendo um ponto de apoio importante para esclarecimento.
Seguro-desemprego
O seguro-desemprego também sofre impacto direto com o salário mínimo 2026. Embora o cálculo considere a média salarial do trabalhador, o valor da parcela não pode ser inferior ao salário mínimo vigente.
Na prática, isso significa que:
- O valor mínimo das parcelas do seguro-desemprego sobe em 2026;
- Tabelas de cálculo do benefício são atualizadas pelo governo;
- Empresas precisam considerar o novo piso ao orientar desligamentos.
Para o DP, isso reforça a importância de acompanhar atualizações oficiais e evitar repassar valores desatualizados ao trabalhador no momento da rescisão.
Abono salarial PIS/Pasep
O abono salarial é outro benefício diretamente ligado ao salário mínimo. O valor pago ao trabalhador é proporcional ao número de meses trabalhados no ano-base, tendo como teto um salário mínimo vigente na data do pagamento.
Com o salário mínimo 2026, o valor máximo do abono também é reajustado. Esse ponto costuma gerar muitas dúvidas entre colaboradores, especialmente sobre:
- Quem tem direito;
- Qual o valor a receber;
- Quando ocorre o pagamento.
RH e DP ganham relevância estratégica ao conseguir explicar essa relação de forma clara e correta.
Salário-família
O salário-família é um benefício pago a trabalhadores de baixa renda que possuem filhos ou dependentes de até 14 anos ou com deficiência.
Os critérios de renda e os valores pagos são atualizados periodicamente e levam em consideração o salário mínimo como referência.
Com o salário mínimo 2026, tanto os limites de renda quanto o valor da cota por dependente podem ser atualizados, exigindo atenção do DP para manter cadastros e cálculos corretos.
6 – Impactos nas contribuições ao INSS com o salário mínimo 2026
Além dos benefícios, o novo salário mínimo 2026 também provoca mudanças importantes nas contribuições previdenciárias, tanto para trabalhadores quanto para empregadores.
Esses impactos afetam diretamente a folha de pagamento, os encargos sociais e o planejamento financeiro das empresas.

Contribuição mínima obrigatória
Nenhum trabalhador pode contribuir para o INSS com base em um valor inferior ao salário mínimo. Isso vale para:
- Empregados CLT;
- Trabalhadores domésticos;
- Contribuintes individuais;
- Facultativos.
Com o salário mínimo 2026, a contribuição mínima mensal ao INSS aumenta, já que a base de cálculo sobe para R$1.621.
Para o RH, isso exige atenção em casos de:
- Contratos de jornada reduzida;
- Intermitentes;
- Afastamentos parciais;
- Complementação de contribuição pelo trabalhador.
7 – Empregados CLT e encargos da empresa
Para empregados que recebem um salário mínimo, a contribuição previdenciária do trabalhador e a parte patronal passam a incidir sobre o novo valor.
Isso impacta diretamente:
- INSS descontado em folha;
- INSS patronal;
- FGTS, que também é calculado sobre o salário.
Mesmo pequenas variações no salário mínimo geram reflexo relevante no custo total da folha quando analisadas em escala.
8 -Trabalhadores que ganham acima do salário mínimo
Para quem recebe mais de um salário mínimo, o reajuste não altera automaticamente a contribuição mensal, desde que o salário não seja reajustado.
No entanto, o novo piso influencia:
- Pisos salariais internos;
- Benefícios calculados sobre o mínimo;
- Negociações coletivas.
RH precisa avaliar se haverá necessidade de ajustes indiretos para manter coerência salarial e evitar distorções internas.
9 – Contribuintes individuais e MEIs
No caso de contribuintes individuais, a contribuição mínima continua sendo calculada sobre o salário mínimo. Já para o MEI, a contribuição mensal ao INSS também aumenta automaticamente, pois corresponde a 5% do salário mínimo.
Esse é um ponto importante para RHs que lidam com prestadores de serviço, parceiros ou colaboradores em transição de regime.
10 – Planejamento previdenciário e orientação ao colaborador
Com o novo salário mínimo 2026, cresce também a importância do RH como agente de orientação. Muitos trabalhadores desconhecem que:
- Contribuições abaixo do mínimo não contam para aposentadoria;
- Complementações podem ser necessárias;
- A base mínima muda todo ano.
Ter processos organizados e informações atualizadas reduz dúvidas, retrabalho e desgaste no atendimento interno.
11 – Concluindo
Como você viu ao longo do texto, o salário mínimo impacta muito mais do que o valor pago ao colaborador. Ele interfere nas contribuições ao INSS, nos benefícios sociais e em toda a rotina de cálculos do RH e do Departamento Pessoal.
Por isso, acompanhar as mudanças e manter processos atualizados é essencial para evitar falhas, retrabalho e riscos legais.








