
O afastamento pelo INSS é um tema que costuma gerar dúvidas tanto para trabalhadores quanto para profissionais de RH e Departamento Pessoal.
Quando um colaborador precisa se afastar por motivo de saúde, surgem perguntas importantes: quem paga o salário, quanto tempo dura o afastamento, quanto o INSS paga e quais são as responsabilidades da empresa.
Neste conteúdo, você vai entender como funciona o afastamento pelo INSS, em quais situações ele pode ser solicitado e qual é o papel do Departamento Pessoal para garantir conformidade, clareza e segurança em todo o processo.
Boa leitura!
1 – O que é o INSS e quais são seus benefícios?
O INSS é o Instituto Nacional do Seguro Social, responsável por administrar os benefícios previdenciários dos trabalhadores brasileiros que contribuem para a Previdência Social.
Entre os principais benefícios concedidos pelo INSS estão:
- Benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença;
- Benefício por incapacidade permanente, antiga aposentadoria por invalidez;
- Salário-maternidade;
- Pensão por morte;
- Auxílio-acidente.
No contexto do afastamento do trabalhador, o benefício mais comum é o benefício por incapacidade temporária, concedido quando há impossibilidade de trabalhar por motivo de saúde.
2 – Como ocorre o afastamento pelo INSS?
O afastamento pelo INSS acontece quando o trabalhador precisa se ausentar das atividades por mais de 15 dias consecutivos devido a doença ou acidente.
Funciona assim:
- Nos primeiros 15 dias de afastamento, o pagamento do salário é responsabilidade da empresa;
- A partir do 16º dia, o trabalhador passa a receber diretamente do INSS
- O benefício só é concedido após perícia médica, que avalia a incapacidade para o trabalho.
Esse fluxo exige atenção do DP, especialmente na comunicação com o colaborador, no controle de prazos e nos lançamentos corretos na folha e nos sistemas obrigatórios.
3 – Como dar entrada no INSS por afastamento médico?
Uma das dúvidas mais comuns é como dar entrada no INSS por afastamento médico.
O processo é feito pelo próprio trabalhador, de forma digital, pelos canais oficiais do INSS.
O passo a passo envolve:
- Solicitação do benefício pelo aplicativo ou site Meu INSS;
- Envio de atestados médicos e documentos exigidos;
- Acompanhamento da análise ou agendamento de perícia, quando necessário.
O DP tem papel importante ao orientar o colaborador, conferir se a documentação está correta e garantir que as informações estejam alinhadas com os registros internos da empresa.

4 – Em quais situações é viável solicitar o afastamento pelo INSS?
O afastamento pelo INSS pode ser solicitado sempre que o trabalhador estiver temporariamente incapaz de exercer suas funções por motivo de saúde.
As situações mais comuns incluem:
- Doenças físicas que impeçam o trabalho;
- Doenças ocupacionais;
- Acidentes de trabalho ou fora do ambiente laboral;
- Transtornos mentais, como depressão, quando há incapacidade comprovada.
Inclusive, muitas pessoas têm dúvidas sobre quanto tempo o INSS afasta por depressão, mas não existe um prazo fixo. O tempo de afastamento depende da avaliação médica e da evolução do quadro clínico do trabalhador.

5 – Quem pode solicitar o afastamento pelo INSS?
Podem solicitar o afastamento pelo INSS:
- Trabalhadores com carteira assinada;
- Empregados domésticos;
- Trabalhadores avulsos;
- Contribuintes individuais e facultativos, desde que estejam em dia com as contribuições.
Para o DP, é importante verificar o tipo de vínculo e garantir que os dados cadastrais estejam corretos para evitar indeferimentos ou atrasos no benefício.
6 – Quanto tempo o INSS dá de afastamento?
A resposta é que o prazo não é padrão. O tempo de afastamento é definido pelo médico perito do INSS com base:
- No laudo médico apresentado;
- Na gravidade da condição de saúde;
- Na função exercida pelo trabalhador.
O afastamento pode durar semanas ou meses e, se necessário, pode ser renovado mediante nova avaliação.
7 – O afastamento no INSS pode ser prorrogado?
Sim. Caso o trabalhador não esteja apto a retornar ao trabalho ao final do período concedido, ele pode solicitar a prorrogação do benefício dentro do prazo estabelecido pelo INSS.
Esse acompanhamento exige atenção do DP para evitar retorno indevido, faltas injustificadas ou problemas na folha de pagamento.
8 – O trabalhador receberá salário durante o afastamento?
Durante o afastamento pelo INSS:
- Até o 15º dia, o salário é pago pela empresa;
- A partir do 16º dia, o pagamento é feito pelo INSS, mas seguindo um cálculo específico que pode resultar em um valor menor que o salário.
Vale lembrar que a empresa não deve pagar salário em duplicidade durante o período em que o benefício estiver ativo, mas precisa manter os registros atualizados e corretos.

9 – Quanto se recebe do INSS por afastamento?
Nesse caso, o valor do benefício não corresponde exatamente ao salário integral.
O cálculo considera a média dos salários de contribuição e o percentual aplicado conforme a legislação vigente.
10 – Quando a pessoa se afasta pelo INSS, o salário diminui?
Sim, na maioria dos casos o valor recebido pelo INSS é inferior ao salário que o trabalhador recebia na empresa. Isso acontece porque o benefício segue regras próprias de cálculo e não inclui adicionais como horas extras, comissões ou benefícios pagos pela empresa.
Por isso, a comunicação clara do RH é fundamental para alinhar expectativas e evitar ruídos com o colaborador afastado.
11 – Quais são os requisitos básicos para solicitar o afastamento pelo INSS?
Para solicitar o afastamento pelo INSS, o trabalhador precisa:
- Comprovar incapacidade para o trabalho por meio de atestado médico;
- Ter qualidade de segurado;
- Cumprir a carência exigida, quando aplicável.
Algumas condições dispensam carência, como acidentes de trabalho, acidentes de qualquer natureza e doenças graves previstas em lei, como câncer, tuberculose ativa, hanseníase, cegueira, cardiopatia grave, doença de Parkinson, AIDS, nefropatia grave, hepatopatia grave e paralisia irreversível e incapacitante.
12 – Quem tem direito ao auxílio-doença?
Tem direito ao benefício por incapacidade temporária o trabalhador que:
- Esteja temporariamente incapacitado para o trabalho;
- Tenha vínculo ou contribuições válidas;
- Comprove a condição por meio de documentação médica.
Esse é um ponto em que o DP pode apoiar com orientação, evitando solicitações indevidas ou incompletas.
13 – A empresa pode demitir durante o período de afastamento pelo INSS?
De forma geral, a empresa não pode demitir o trabalhador enquanto ele estiver afastado recebendo benefício do INSS, pois o contrato de trabalho fica suspenso.
Além disso, em casos de afastamento por acidente de trabalho, existe estabilidade provisória após o retorno, o que exige atenção redobrada do DP.
14 – Perguntas frequentes sobre afastamento pelo INSS
O afastamento pelo INSS conta como tempo de serviço?
Depende do motivo do afastamento. Em algumas situações, o período é considerado para fins específicos, em outras não.
O colaborador pode trabalhar durante o afastamento?
Não. Trabalhar enquanto recebe benefício por incapacidade pode gerar cancelamento do benefício e penalidades.
A empresa precisa comunicar o afastamento ao eSocial?
Sim. Os eventos precisam ser informados corretamente para evitar inconsistências e autuações.

15 – Qual é o papel do DP no afastamento pelo INSS?
O papel do DP no afastamento pelo INSS vai muito além de repassar informações. Cabe ao setor:
- Orientar o colaborador sobre o processo;
- Controlar prazos e documentos;
- Garantir registros corretos na folha e nos sistemas legais;
- Evitar pagamentos indevidos ou inconsistências;
- Acompanhar retorno ao trabalho ou prorrogações.
Quando esses processos são feitos de forma manual, com planilhas soltas e trocas informais, o risco de erro aumenta significativamente.
16 – Mais controle e menos riscos no afastamento pelo INSS
Como você viu ao longo do texto, o afastamento pelo INSS é um processo sensível, que envolve saúde, renda e segurança jurídica.
Para o RH e o Departamento Pessoal, entender como funciona o afastamento, quanto tempo dura, quanto o trabalhador recebe e quais são as obrigações da empresa é essencial para evitar erros e retrabalho.
Com processos bem definidos e apoio de uma plataforma de RH que centraliza dados, automatiza lançamentos e mantém tudo organizado, o RH ganha agilidade, clareza e segurança em cada etapa.







