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Upskilling e Reskilling: o que são e como aplicar no RH

Entenda a diferença entre upskilling e reskilling, veja dados do mercado de trabalho e um passo a passo para aplicar essas estratégias na sua empresa.
Upskilling e Reskilling: Equipe trabalhando em escritório moderno com três pessoas colaborando ao redor de monitores e tablets, enquanto painéis ao fundo destacam Innovation Hub e Learn, Grow, Lead.

Upskilling e Reskilling: o que são e como aplicar no RH

A escassez de talentos qualificados já não é mais um problema pontual. Ela virou rotina.

No Brasil, oito em cada dez empresas afirmam ter dificuldade para encontrar profissionais com as competências que precisam, segundo a Pesquisa de Escassez de Talentos do ManpowerGroup. 

Em 2026, a média global de escassez de talentos alcança 72%, confirmando que a dificuldade de contratação continua sendo uma realidade predominante no mercado de trabalho.

Diante disso, contratar não é mais a única saída. Cada vez mais empresas olham para dentro de casa e perguntam: como desenvolver quem já está no time?

É aqui que entram dois conceitos que o RH precisa dominar: upskilling e reskilling. Neste artigo você entende o que cada um significa, a diferença entre eles e como estruturar um plano que funciona de verdade.

Upskilling e reskilling: o que significam esses conceitos?

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Upskilling é o processo de aprofundar e atualizar as habilidades que um profissional já tem dentro da sua própria área de atuação.

Isso significa qualificar quem já domina o básico da função para lidar com desafios mais complexos, novas ferramentas ou tecnologias emergentes. 

Reskilling é diferente. Significa requalificar um profissional para uma função distinta da que ele exerce hoje. 

Enquanto o upskilling aprofunda o que já existe, o reskilling reconstrói. Ele entra em cena quando uma atividade perde relevância, é automatizada ou simplesmente deixa de existir na estrutura da empresa. 

Um analista de marketing que aprende a usar inteligência artificial para otimizar campanhas está fazendo upskilling. Ele continua na mesma área, mas com um repertório mais avançado.

Um exemplo comum é o de operadores administrativos que migram para funções de análise de dados depois de passarem por trilhas de capacitação interna.

Entenda melhor na tabela abaixo:

UpskillingReskilling
FocoAprofundar habilidades existentesAprender habilidades novas
DireçãoMesma área de atuaçãoNova área ou função
Quando aplicarFunção em evoluçãoFunção obsoleta ou automatizada
ExemploDesigner aprendendo IA generativaAtendente migrando para suporte técnico

Por que isso virou prioridade para o RH

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Os números explicam a urgência. Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do Fórum Econômico Mundial, quase dois quintos das habilidades hoje exigidas no mercado devem mudar até 2030. 

O próprio estudo mostra que 85% dos empregadores pretendem priorizar o upskilling da própria força de trabalho, 70% planejam contratar já com novas habilidades e metade prevê realocar equipes de funções em declínio para áreas em crescimento.

A lacuna de competências, aliás, é apontada como o principal obstáculo à transformação das empresas. 63% dos empregadores consideram essa falta de habilidades a maior barreira para os próximos anos.

No Brasil, o cenário reforça essa urgência. De acordo com o ManpowerGroup, upskilling e reskilling já são a principal iniciativa das empresas brasileiras para lidar com a escassez de talentos, citada por 44% dos empregadores, à frente da busca por novos pools de talento e da flexibilização de horários. 

Some a isso a chegada acelerada da inteligência artificial nas rotinas corporativas, e https://quarkrh.com.br/lp-agendar-demonstracao-2025/?utm_source=blog-quarkrh&utm_medium=referral&utm_content=link&utm_campaign=artigo_semanal&utm_term=Upskilling_e_Reskillingo motivo fica claro. Sem qualificação, a tecnologia vira um problema em vez de solução.

Banner da Quark RH destacando a plataforma com “Chega de planilhas confusas e processos manuais”, centralizando RH, DP, ponto e avaliações, com menu de módulos como Portal do Colaborador, Avaliação de Desempenho e Férias.

O que é upskilling em IA?

Upskilling em IA é o processo de preparar equipes para trabalhar ao lado de ferramentas de inteligência artificial, sem que isso signifique virar programador ou cientista de dados.

Não se trata de ensinar todo mundo a codar. O foco está em habilidades práticas como:

  • Elaborar prompts claros e objetivos;
  • Avaliar criticamente a qualidade de uma resposta gerada por IA;
  • Identificar viés ou erro nos dados de origem;
  • Integrar a ferramenta ao fluxo de trabalho real da função.

Esse tipo de capacitação já é visto como urgente pelo mercado. 

Segundo o Gartner, 81% dos CEOs afirmam que a falta de habilidades em IA é o principal fator que impede suas organizações de atingir objetivos estratégicos. 

E pesquisas da ABES em parceria com a IDC mostram que 95,2% das empresas brasileiras já planejam incorporar IA em alguma função, o que torna o upskilling em IA praticamente inevitável para qualquer área, não só tecnologia.

Para o RH, isso significa dois desafios simultâneos. Qualificar o próprio time de pessoas e apoiar as demais áreas da empresa nesse processo.

O que é um plano de upskilling? [Passo a passo]

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Um plano de upskilling é o conjunto estruturado de ações que a empresa define para desenvolver as competências que faltam no time, de forma planejada e mensurável. 

Ele não é um curso isolado. É uma estratégia com etapas, prazos e indicadores. Veja como estruturar um na prática.

1. Mapeie as lacunas de habilidades

Antes de treinar qualquer pessoa, identifique o que a empresa vai precisar nos próximos 12 a 24 meses e compare com o que o time já tem hoje. 

Esse diagnóstico evita investir em capacitações genéricas e sem aplicação.

2. Defina prioridades por função e por impacto no negócio

Nem toda lacuna tem o mesmo peso. Priorize as competências que impactam diretamente no resultado, produtividade ou risco de obsolescência da função.

3. Escolha o formato certo de aprendizado

Pode ser trilhas internas, mentorias, bootcamps, parcerias com plataformas de ensino ou aprendizado no próprio fluxo de trabalho. O formato precisa se conectar à rotina real do colaborador, não ser um curso engavetado.

4. Meça o retorno

Compare o custo de capacitar internamente com o custo de contratar externamente, somando anúncio, tempo de recrutamento e curva de aprendizado de quem entra. 

Na maioria dos casos, qualificar quem já está na casa sai mais barato e reduz o turnover.

5. Revise o plano periodicamente

Upskilling não é um evento único. É um processo contínuo, alinhado ao ritmo de mudança do negócio e do mercado.

Entenda: upskilling e reskilling não competem, se complementam

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Um erro comum é tratar upskilling e reskilling como estratégias concorrentes. Na prática, uma empresa madura usa as duas ao mesmo tempo, olhando para funções diferentes dentro da própria estrutura.

Enquanto o upskilling mantém times atualizados dentro do que já fazem, o reskilling é a rede de proteção para quem atua em funções ameaçadas pela automação. 

Juntos, eles reduzem o risco de desligamentos desnecessários e fortalecem a retenção, algo especialmente relevante em um mercado brasileiro onde a escassez de talentos parece estrutural.

Isso também conversa diretamente com outras frentes de gestão de pessoas, como a organização de trabalho remoto e a estruturação de uma área de recursos humanos mais estratégica. 

Sem dados organizados sobre jornada, desempenho e custo de pessoal, fica difícil mapear com precisão onde o upskilling e o reskilling fazem mais diferença.

Como o QuarkRH apoia esse processo

Estruturar upskilling e reskilling exige dados confiáveis sobre a operação de RH e DP. Sem controle de jornada, histórico de desempenho e organização de rotinas bem definidas, qualquer plano de capacitação corre o risco de virar suposição.

O QuarkRH centraliza a gestão de pessoas em uma única plataforma, com controle de jornada seguro, organização de documentos trabalhistas e mais visibilidade sobre a operação do DP. 

Isso dá ao RH a base de informação necessária para identificar lacunas reais e agir com precisão, em vez de investir em capacitação às cegas.

Solicite uma demonstração gratuita e veja como estruturar sua gestão de pessoas com mais dados e menos achismo.

Foto de Marília Cordeiro

Marília Cordeiro

Jornalista com mais de 10 anos de experiência em marketing e criação de conteúdo para empresas de tecnologia e RH. Gosta de transformar temas complexos em textos leves, estratégicos e que ajudam pessoas.
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