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Emprega Mais Mulheres: 10 ações práticas para o RH aplicar a lei

Emprega Mais Mulheres: principais obrigações, benefícios e 10 ações práticas para o RH aplicar o programa com segurança.
Mulheres profissionais de escritório em uniforme laranja trabalhando em equipe em ambiente moderno com computadores e documentos, representando o Emprega Mais Mulheres.

O programa Emprega Mais Mulheres já está em vigor desde 2022 e trouxe mudanças relevantes para a rotina das empresas brasileiras. Instituído pela Lei nº 14.457/22, ele altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e cria uma série de medidas voltadas à inserção, permanência e ascensão profissional das mulheres no mercado de trabalho.

Para o RH, não se trata apenas de cumprir novas obrigações legais. O Emprega Mais Mulheres impacta diretamente políticas de jornada, benefícios, CIPA, igualdade salarial, qualificação profissional e até estratégias de clima organizacional. Neste artigo educativo e prático, você confere as principais mudanças e um plano de ação para implementar o programa com segurança e visão estratégica.

Boa leitura!

parceria entre mulheres de negocios no escritorio jpg Emprega Mais Mulheres: 10 ações práticas para o RH aplicar a lei

1 – O que é o Emprega Mais Mulheres e por que ele impacta o RH?

O Emprega Mais Mulheres foi criado com o objetivo de promover a empregabilidade feminina, garantir igualdade salarial, fortalecer o apoio à parentalidade e ampliar o combate ao assédio e à violência no ambiente de trabalho. 

A legislação estabelece uma série de mecanismos que impactam diretamente a rotina das empresas, como a flexibilização da jornada para mães e pais com filhos pequenos ou com deficiência, a ampliação da licença-maternidade nas organizações participantes do Programa Empresa Cidadã, a possibilidade de concessão do reembolso-creche e o incentivo à qualificação profissional feminina. 

Além disso, o programa também prevê linhas de microcrédito voltadas às mulheres e inclui formalmente o combate ao assédio nas atribuições da CIPA, que passou a incorporar essa responsabilidade em sua atuação. 

Na prática, o Emprega Mais Mulheres amplia o papel das organizações na construção de um ambiente corporativo mais equitativo, seguro e inclusivo e é o setor de Recursos Humanos que assume a liderança dessa transformação, garantindo o cumprimento da lei e a implementação efetiva das novas diretrizes.

2 – Emprega Mais Mulheres: exige ação imediata do RH

A seguir, veja os pontos que merecem atenção especial do RH.

1. Flexibilidade na jornada de trabalho

O Emprega Mais Mulheres garante prioridade para jornada flexível a empregados com filhos de até 6 anos ou com deficiência. Entre as possibilidades:

A adoção exige acordo individual escrito e respeito aos limites legais de jornada.

2. Apoio à parentalidade e ampliação de licença

Nas empresas participantes do Programa Empresa Cidadã, a licença-maternidade pode chegar a 240 dias. Os 60 dias adicionais podem:

  • Ser compartilhados com o companheiro;
  • Ou convertidos em 120 dias de meia jornada.

O companheiro também passou a ter:

  • 6 dias para acompanhar consultas e exames da gestante;
  • Possibilidade de suspender o contrato por até 5 meses para curso remoto (até 20h semanais).

O Emprega Mais Mulheres reforça o conceito de parentalidade compartilhada, exigindo do RH ajustes contratuais e controle adequado.

3. Reembolso-creche

O programa institui a possibilidade de reembolso-creche para empregados(as) com filhos de até 5 anos e 11 meses ou com deficiência.

O valor pago possui isenção de INSS e Imposto de Renda retido na fonte, tornando-se um benefício estratégico tanto para empresa quanto para as colaboradoras.

Empresas com no mínimo 30 mulheres devem oferecer local adequado para amamentação ou conceder o benefício.

4. Igualdade salarial obrigatória

A legislação determina que mulheres recebam o mesmo salário que homens quando exercem a mesma função.

O Emprega Mais Mulheres reforça a fiscalização da equidade salarial, exigindo auditorias internas e revisão de políticas remuneratórias.

5. CIPA passa a incluir prevenção ao assédio

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes agora é a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio.

Com isso, torna-se obrigatório:

  • Incluir temas de combate ao assédio sexual e violência contra a mulher nas atividades da comissão;
  • Criar regras claras nos regulamentos internos;
  • Realizar treinamentos anuais;
  • Estruturar canal de denúncias anônimas;
  • Estabelecer procedimentos de investigação e sanções.

O Emprega Mais Mulheres transforma a prevenção ao assédio em obrigação formal e estruturada.

6. Microcrédito para mulheres

Foram criadas duas linhas de microcrédito:

  • R$ 2 mil para pessoas físicas;
  • R$ 5 mil para MEIs.

A taxa de juros é de 1,25% ao mês, com prazo de até 36 meses. Embora não seja uma obrigação direta da empresa, o RH pode atuar como agente de informação e incentivo ao empreendedorismo feminino.

7. Selo Emprega Mais Mulheres

O programa criou o Selo Emprega Mais Mulheres, concedido a organizações que implementam medidas efetivas como:

  • Contratação de mulheres para cargos de liderança;
  • Igualdade salarial;
  • Combate ao assédio;
  • Oferta de creches ou reembolso;
  • Incentivo à ascensão profissional.

Além do reconhecimento institucional, o selo fortalece a marca empregadora.

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3 – 10 ações práticas para aplicar o Emprega Mais Mulheres no RH

Para transformar a legislação em prática efetiva, o RH pode seguir este plano:

1. Realizar diagnóstico interno
Mapeie políticas de jornada, remuneração, benefícios e denúncias de assédio.
Identifique lacunas de conformidade e estabeleça um plano de ação com prazos e responsáveis.

2. Revisar políticas de igualdade salarial
Implemente auditorias salariais periódicas.
Análise discrepâncias por cargo, tempo de empresa e nível hierárquico para corrigir distorções.

3. Atualizar regulamento interno
Inclua regras claras sobre assédio e violência.
Garanta ampla divulgação do documento e recolha ciência formal dos colaboradores.

4. Estruturar canal de denúncias seguro
Garanta anonimato e fluxo de apuração definido.
Estabeleça prazos para investigação e retorno, assegurando transparência no processo.

5. Capacitar lideranças
Promova treinamentos anuais sobre diversidade, igualdade e prevenção ao assédio.
Inclua metas comportamentais relacionadas ao tema na avaliação de desempenho dos gestores.

6. Formalizar acordos de jornada flexível
Padronize modelos de aditivo contratual.
Mantenha controle atualizado das solicitações e das condições pactuadas para evitar passivos trabalhistas.

7. Implementar política de reembolso-creche
Defina critérios, documentação necessária e fluxo de pagamento.
Oriente as colaboradoras sobre prazos, valores e procedimentos para solicitação do benefício.

8. Monitorar adesão ao Programa Empresa Cidadã
Avalie a viabilidade da ampliação da licença-maternidade.
Considere os impactos financeiros, fiscais e estratégicos antes da tomada de decisão.

9. Incentivar qualificação profissional feminina
Estruture programas de capacitação com bolsa-qualificação quando aplicável.
Priorize ações voltadas à ascensão para cargos de liderança e áreas estratégicas.

10. Trabalhar marca empregadora
Divulgue as ações e avalie a busca pelo Selo Emprega Mais Mulheres.
Utilize indicadores de diversidade e inclusão para fortalecer o posicionamento institucional.

4 – O papel estratégico do RH no Emprega Mais Mulheres

O Emprega Mais Mulheres não deve ser tratado apenas como uma obrigação legal a ser cumprida pelas empresas. Sua aplicação impacta diretamente indicadores estratégicos do negócio, como engajamento das equipes, atração e retenção de talentos, redução do turnover, fortalecimento do clima organizacional e consolidação da reputação institucional. 

Quando o RH lidera a implementação do Emprega Mais Mulheres, assume um papel protagonista na construção de um ambiente mais seguro, inclusivo e alinhado aos princípios de equidade e respeito. 

Mais do que atender às exigências da legislação, aplicar corretamente o Emprega Mais Mulheres representa um investimento consistente em desenvolvimento sustentável, valorização das pessoas e responsabilidade social corporativa.

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Concluindo

O Emprega Mais Mulheres representa um avanço significativo na legislação trabalhista brasileira. Ao integrar medidas de apoio à parentalidade, qualificação profissional, igualdade salarial e combate ao assédio, o programa amplia a responsabilidade das empresas na construção de ambientes mais inclusivos.

Para o RH, trata-se de uma jornada estruturada, que exige planejamento, monitoramento e liderança ativa. Quanto mais estratégica for a implementação do Emprega Mais Mulheres, maior será o impacto positivo na cultura organizacional e nos resultados do negócio.

👉 Gostou do conteúdo? Compartilhe este artigo com sua equipe de RH e lideranças para garantir que sua empresa esteja preparada para aplicar o Emprega Mais Mulheres de forma completa e estratégica.

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Eduarda Soares

Bacharelanda em Comunicação Social - Audiovisual na UFRN. Atuo nas áreas de Marketing Digital, Cinema e redação focada em SEO.
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